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Mensagem por O Ecoar em Dom Jul 30, 2017 2:56 am

Varden Bonilha, ex-professor de história na Sacra Univesidade Centilha, ficou conhecido por seu livro "Passos Eternianos”, obra que teve sua origem como um trabalho de conclusão de curso sobre a história de seu povo. Nesse livro, Bonilha inicia seu estudo com a seguinte afirmação: "Vellutia poderia ser considerada uma “cidade museu” por todos aqueles que conhecem sua magnitude. Não usar esse termo é completamente compreensível, mas apenas por um motivo: ele não reside nos antigos dicionários centilianos que regem a linguagem eterniana".
 
Por que esse trecho ficou tão reconhecido no meio acadêmico? Ele resume muito bem como se deu a construção de Vellutia, no começo não possuindo esse nome, mas sendo conhecida como o “Museu Vaelriano Castor Alcaide”. Castor Alcaide era um antigo rei dos Eternianos que fora vastamente conhecido por seu orgulho e auto-estima. Ao derrotar a fera dos mares Vasuncuum, que vivia nas cataratas, Castor ordenou que um museu fosse construído ao redor de sua carcaça, usando suas escamas como paredes e caixa torácica como estrutura. A carne da fera alimentou o comércio, seus dentes e ossos se tornaram as mais poderosas relíquias, e toda a riqueza que Vasuncuum trouxe para Castor fez com que o Museu se tornasse o maior e mais belo de toda Vaelrith. Com a morte de Castor, seus filhos se juntaram e concordaram em tornar aquele museu de quilômetros de distância em uma enorme cidade-estado, que cedo se tornou a capital do país, substituindo a antiga Valira que estava em declínio.

Dito isso, é fácil entender o motivo pela qual Vellutia é tão bela e estimada. Difícil é andar pela cidade e não se encantar pela sua estrutura, planejada por cerca de quinhentos arquitetos e artistas, em cada detalhe, viela e calçada. Aos poucos a cidade acabou perdendo parte do seu brilho, conforme o povo Eterniano passou a viver por ali e estar constantemente em contato com as muitas obras e estátuas a céu aberto. Isso não muda o fato de ainda se dar a incrível impressão de, ao andar pelas suas ruas, avenidas e pontes, nunca ter saído de um real museu, onde tudo é feito de mármore e alvenaria.

 




Todas as ruas são construídas como grandes circunferências que se entrelaçam e se fecham. Analisar a planta de Vellutia é como ver uma cota-de-malha, no qual as ruas traçam os mesmos caminhos que o metal das correntes. Assim fica difícil se perder em meio às construções, já que basta seguir uma lógica simples para saber qual a numeração da circunferência em que se está e como chegar ao destino. Isso é completamente funcional, já que o museu é enorme e se tornou ainda maior depois de ter se tornado uma cidade, com construções que alcançam as grandes muralhas naturais ao seu redor, as gigantescas cataratas.
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